Marrocos – Marrakech I

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Finalmente vou poder contar-vos todos os pormenores das minhas últimas férias. Estive uma semana inteira em Marrocos, a maior parte dos dias em Marrakech, e recebi algumas perguntas sobre a viagem que fiz ao deserto.

Vou dividir esta viagem em três posts que foi assim que eu própria sinto que dividi as férias e então torna-se mais fácil. 

 

Em agosto deste ano, um pouco à malucas, sem ainda termos pesquisado nada, eu e a minha amiga, que me acompanhou nestas férias, começámos a ver voos para Marrakech (Aeroporto de Marrakech-Menara) e marcámos. A viagem estava ok!

Faltavam ainda três meses e fomos vendo Riads (casas típicas) mas sem nenhuma pesquisa concreta ou reserva. Tínhamos era a certeza de que queríamos ir ao deserto. Fomos ouvindo daqui e dali e começámos a achar que secalhar o ideal era pedirmos a uma agência para tratar de tudo o resto, até porque duas raparigas sozinhas, principalmente em excursão ao deserto, poderia não ser grande ideia. O facto de não conhecermos e não termos grande noção do que nos esperava também ajudou nessa decisão e foi o melhor que fizemos.

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Sendo assim, a agência tratou de tudo o que precisávamos, tendo em conta até a escolha dos Riads nos melhores locais.

  • Transferes aeroporto – Riad / Riad – aeroporto;
  • Seguro;
  • Estadias c/ pequeno almoço: 3 dias – Riad Dar Massai (antes do Deserto) / 3 dias – Riad Djemanna (depois do deserto);
  • 2 dias de tour ao deserto de Zagora que incluía: viagem de ida e volta (cerca de 8 horas) em carrinha com grupo de 16 pessoas; andar de camelo (da estrada até ao acampamento); estadia de 1 noite em tenda p/ 2 pessoas; jantar e pequeno almoço.

Este último item vou aprofundar melhor na segunda parte que será dedicada apenas à tour do deserto porque a viagem tinha bastantes pontos de interesse também incluídos. 

O primeiro dia, basicamente resumiu-se à viagem já que foi ao final do dia e contem em perder mesmo muito tempo no controlo do aeroporto à chegada a Marrakech. Posso dizer-vos que depois de aterrar, estivemos perto de 4 horas numa fila para carimbo do passaporte (sim, precisam dele).

No exterior estava já o transfere combinado à nossa espera que nos levou ao Riad Dar Massai e por ali ficámos. Já era perto da meia noite.

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O primeiro impacto nas ruas foi um misto de “wow isto é realmente diferente” e de “onde é que vim parar?”.

 

Os dois dias seguintes (sexta e sábado) basearam-se em explorar Marrakech. Na sexta  andámos pela Medina e pelas mil ruas que tem para descobrir. As cores, os mercados e a cultura são dignos de admirar. Às vezes dava por mim a pensar “tão perto de Portugal e como é possível ser tão diferente?”.

As regras de trânsito não são postas em prática. Basicamente é o “salve-se quem puder”.

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Depois de palmilhar um pouco, fomos conhecer o restaurante La Famille, onde almoçámos.

É um espaço lindíssimo mas que sai um pouco do contexto da cidade, mantendo os ingredientes típicos nos seus cozinhados.

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Nesse mesmo dia fomos ainda tentar a nossa sorte no Cafe des Epices, um dos mais aconselhados a visitar.

Tem vista para a Praça das Epices e um terrace ideal para desfrutar de uma bebida ao final da tarde.

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No segundo dia, e porque já sabíamos que chegaríamos cansadas do Deserto, optámos por visitar já o Jardim Majorelle e o Museu Yves Saint Laurent. 

Como são um pouco mais desviados do centro, apanhámos um táxi que, obviamente, o valor teve de ser negociado. Pagámos 80 MAD (dirhams marroquinos) para ir. Na volta já nos pediram 150 MAD, em que refutámos com o preço da ida e claro que o valor foi diminuído.

Quanto a estes dois lugares, lado a lado, a minha sincera opinião é que são locais turísticos e que ouvisse eu a opinião que ouvisse antes, acabaria sempre por ir, até para comprovar se realmente a opinião fazia jus aos locais. Mas a verdade é que não achei nada de mais. Caros para o que realmente temos para ver. Ainda assim, não deixam de ser locais instagramáveis e com história.

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No museu o que mais me cativou foi na parte inicial a exposição de uma artista fotográfica e cinegrafista franco-marroquina, Leila Alaoui, que morreu na sequência de um atentado em 2016 e, claro ver a evolução dos modelos e coleções de YSL. Não é permitido fotografar dentro do museu.

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Para fechar este dia (e a primeira parte da viagem) fomos jantar ao tão famoso Nomad. E posso já dizer que é o meu favorito.

Fomos ao final da tarde para apanhar o pôr do sol e jantámos no terrace. Foi incrível! O momento e a comida. E foi onde comi o melhor bolo de chocolate da minha vida. Tinha textura de mousse. Demasiado bom para não provar.

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A primeira parte resumiu-se a muitos kms a pé a descobrir Marrakech e a admirar a sua confusão e contrastes. A mim fascinaram-me as cores. Dispensava bem a confusão de trânsito e o desvio constante das motas e bicicletas nas ruas estreitas da Medina. Mas sem isso não seria Marrakech.

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Na segunda parte da viagem vou falar da tour ao deserto. Fiquem atentos! 😉 

 

 

Fotografia SARA CARDOSO

Um pensamento sobre “Marrocos – Marrakech I

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